4 ensinamentos que o budismo nos oferece sobre o amor

· 31 de julho de 2016
O budismo nos ensina a amar o outro de uma perspectiva espiritual. Ao reconhecê-lo como parte de nosso ser e procurar seu bem-estar e liberdade, o ajudaremos a crescer interiormente.

O budismo nos oferece  uma concepção de amor que difere muito da clássica imagem de amor romântico.

O mundo da literatura e do cinema nos transmitiu uma série de conceitos um tanto quanto errôneos e inclusive dolorosos.

Deixando de lado se somos espirituais, religiosos ou agnósticos ou um pouco de tudo dependendo do momento, é sempre adequado conhecer diferentes enfoques de uma mesma realidade, com o qual nos enriqueceremos pessoalmente.

O amor é e continuará sendo uma dimensão tanto complexa quando apaixonante.

É algo sobre o que aprendemos todos os dias, por isso vale a pena conhecer teorias interessantes. Com isso, cresceremos por dentro e, por sua vez, saberemos estabelecer relações mais felizes, mais íntegras.

O budismo pode nos ajudar nisso.

Por essa razão, hoje em nosso espaço queremos compartilhar os pilares mágicos e sábios sobre os quais poderemos refletir por algum momento. Venha conosco!

O amor no budismo

Nos textos budistas e nos diferentes ramos nos quais essa religião tão antiga se expande, o amor é, antes de tudo, parte do crescimento interior, tanto de um único indivíduo quanto de um casal.

É interessante saber também que para Buda o amor é uma mistura sutil e maravilhosa de alegria e de compaixão. 

Porém, devemos considerar que este enfoque espiritual exalta ao mesmo tempo a necessidade de não estarmos “agarrados” a nada e a ninguém.

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O “desapego” é parte dessa liberdade essencial da alma humana que nos permitirá fluir e avançar na roda da vida e em cada um dos ciclos de sua alma.

Agora, por “desapego”, não devemos entender não poder estar junto de quem amamos.

Para o budismo amar é reconhecer o outro como parte de si mesmo, em alegria e respeito. Ao mesmo tempo, devemos ser sábios o suficiente para permitir também o crescimento pessoal do ser amado.

É aí onde se lança uma das maiores belezas deste enfoque. Vejamos a seguir com mais detalhes.

1. A bondade incondicional

O budismo nos lembra de que um dos principais pilares que temos de escolher e cuidar em nossa vida é a bondade.

  • A nobreza de mente e coração implica fazer o melhor pelos demais e saber respeitá-los.
  • No amor não é diferente, porque é a nível de casal onde a bondade incondicional adquire sua expressão máxima.
  • Respeito e preocupação pelo ser amado, por seu bem-estar, por seu equilíbrio pessoal. São valores que não deveríamos descuidar.

Ensinamentos do budismo

2. A capacidade de dar alegria e felicidade à pessoa que amamos

O amor, se for autêntico, maduro e sábio, jamais trará pesares ou lágrimas. Quem te quer bem te fará feliz, nunca te fará chorar.

  • Buda lembra em seus textos que para amar alguém é preciso saber observá-lo para descobrir o que faz essa pessoa feliz.
  • O entendimento é o caminho onde duas pessoas encontram espaços comuns, mas para isso deve haver compreensão mútua.
  • Devemos ser capazes de desfrutar juntos, de falar com alegria, de nos olharmos em silêncio.
  • Devemos compartilhar também as preocupações de nossa alma.
  • A felicidade se expressa e se observa; o amor se oferece com alegria, nunca com gritos e chantagens.
  • Por sua vez, o budismo nos lembra, uma vez mais, a necessidade de sermos felizes sozinhos antes de começar um relacionamento.
  • Porque só os corações felizes e tranquilos são capazes de dar o melhor deles mesmos.

3. A compaixão

Entendemos a compaixão como o desejo sincero e nobre de aliviar o sofrimento de outra pessoa, principalmente daqueles que amamos.

  • O budismo nos lembra de que, para encontrar a razão do sofrimento de quem amamos não basta falar. As palavras nem sempre são sinceras ou encorajadoras.
  • É preciso saber observar, desenvolver a empatia que conecta os olhares para ler a alma. Como você já deve ter percebido, considerando essa tendência espiritual, o budismo nos convida a aprender a meditar.

Porque apenas quando alguém encontra esse equilíbrio e paz interna, é capaz de se conectar melhor com as pessoas e com seu mundo emocional.

Budismo e relacionamentos

4. Equanimidade e liberdade na relação

Este é um aspecto tão importante quanto complexo nos relacionamentos. Se amamos alguém, como daremos liberdade a essa pessoa?

Como construiremos esse espaço onde ambos podem estar juntos, mas ao mesmo tempo livres para crescer?

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É necessário relativizar muitos de nossos esquemas. Para começar, o amor verdadeiro deve ser oferecido em total liberdade.

“Eu te amo porque amo a mim também, porque me sinto livre para te amar e proporcionar seu crescimento além do meu”.

Liberdade pessoal é, como dissemos, um valor excepcional que, ainda que nos pareça complicado de pôr em prática, pode nos ajudar a consolidar relações mais maduras.

É necessário proporcionar um espaço comum em nossa relação, mas ao mesmo tempo, respeitar que a outra pessoa continue crescendo internamente. 

É um caminho que faremos em comum, de mãos dadas, mas livres ao mesmo tempo.

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