Talvez você não saiba tudo sobre o colesterol: 5 aspectos importantes

29 de novembro de 2016
Para conseguir um equilíbrio em nossos níveis de colesterol, não basta cuidar de nossa alimentação. Também devemos praticar atividade física e evitar hábitos daninhos, como o cigarro ou o álcool.

Às vezes, quando somos diagnosticados com colesterol alto, nos sentimos surpresos. Como posso estar com os níveis altos se me alimento de forma adequada e não tenho sobrepeso?

Atualmente muitas pessoas ainda têm ideias erradas sobre esta doença. O colesterol não influi somente em pessoas com peso elevado, nem surge quando já temos certa idade.

Este inimigo silencioso de nosso coração, aparece quando menos esperamos. O pior de tudo isso é que não percebemos, já que não apresenta sintomas evidentes até o primeiro sinal: a insuficiência cardíaca, um infarto

É necessário que estabeleçamos revisões periódicas com o médico. Não importa se temos 20, 40 ou 60 anos. Porque prevenir é vida, estar informado é ter ferramentas com as quais controlar tais doenças.

Não podemos nos esquecer de que a primeira causa de mortalidade, atualmente, continua vindo das doenças e complicações cardíacas.

Conheçamos então uma série de dados sobre o colesterol que podem ser de grande ajuda.

1. De onde o colesterol vem?

Estamos muito acostumados a escutar a palavra “colesterol” com medo, mas o que ele é na realidade? De onde vem?

Saiba também como reconhecer as diferenças entre um infarto, uma parada cardíaca e um ataque cardíaco

  • Devemos saber, primeiramente, que o colesterol não é ruim. Seu excesso é ruim, mas este tipo de gordura é imprescindível para a formação das células de nosso organismo.
  • No momento em que estes níveis de produção são superados, devem ser armazenados em algum lugar. Nossas artérias são, por exemplo, essa “área de armazenamento” preferida e, em consequência, a mais perigosa.
  • Por sua vez, o colesterol também se forma no fígado. O que faz com que exista um pequeno problema: nós também fabricamos nossa parte do colesterol ao obtê-lo através do que comemos.
  • Ou seja, nosso organismo obtém o colesterol de duas maneiras: através do fígado e dos alimentos “pouco” saudáveis que tanto gostamos.

É necessário que comecemos a controlar o consumo desses alimentos que aumentam nosso nível de colesterol. Este dado também é recomendável para as crianças.

Doutor explicando problemas de colesterol sobre o fígado

2. O colesterol “bom” e o colesterol “mau”

Também escutamos com muita frequência: o colesterol bom e o colesterol mau. A chave está em manter um equilíbrio adequado entre eles e, antes de tudo, em não ultrapassar jamais a linha dos 200 mg/dl.

Vejamos com detalhe o que significa esta distinção entre os dois tipos de colesterol.

  • O colesterol bom ou HDL se encarrega de “arrastar” o colesterol das artérias até o fígado para ser eliminado. Assim, se em seu caso este nível está um pouco mais elevado, não há risco.

É algo positivo sempre e quando o colesterol mau não chegar ao nível de 200 mg/dl.

  •  O colesterol mau, ou LDL, transporta o colesterol do fígado para os órgãos. É um trabalho adequado, porque o que busca é reparar as membranas das células.

Porém, o problema chega quando há excesso. Porque, neste caso, o que acontecerá será um “acúmulo”.

3. O colesterol e o componente genético

A hipercolesterolêmia familiar é uma realidade que não podemos descuidar. Falamos de uma doença que se transmite de pais para filhos e que pode fazer, por exemplo, com que uma pessoa sofra um ataque cardíaco em uma idade precoce.

  • Não é algo anedótico, mas sim uma realidade de grande relevância que devemos consultar com nosso médico, caso nossos pais sofram de colesterol alto.
  • A hipercolesterolêmia hereditária se deve a um defeito no cromossomo 19. Esta pequena “alteração” faz com que nosso organismo seja incapaz de eliminar o colesterol mau ou LDL do sangue, até o ponto de acumular grandes quantidades.
  • A hipercolesterolêmia hereditária pode fazer também com que seja mais complicado reduzir esses níveis. Há certa resistência. Porém, a medicação nos oferecerá um bom resultado.
  • Esta doença pode fazer com que uma pessoa com menos de 40 anos sofra um ataque cardíaco. Caso não faça exames periódicos, o colesterol pode avançar de modo letal, sem que notemos.

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 4. Os esteróis vegetais e o colesterol

Há quem pense que consumindo os clássicos preparados à base de esteróis vegetais que são oferecidos no mercado alimentício, conseguirá acabar com o colesterol alto.
  • Devemos ter bem claro que: os esteróis vegetais ajudam, mas não são a solução.
  • O “livro branco dos esteróis vegetais” indica que consumir todos os dias entre 1,5 e 2,4 gramas destes elementos nos ajuda a reduzir entre 7% e 10% dos níveis de colesterol no sangue depois de três semanas.

Assim, para conseguir um equilíbrio adequado em nossos níveis de colesterol temos que adotar mais estratégias.

5. Às vezes, não basta uma boa alimentação

Incrementar o consumo de frutas e verduras frescas não bastará se, por exemplo, continuarmos fumando. Diminuir a quantidade de açúcar ou gorduras saturadas não será suficiente se nosso peso continuar elevado.

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  • Pensamos que quando as placas de colesterol já endureceram as nossas artérias, precisamos de muito mais estratégias para recuperar o equilíbrio interno.
  • A uma boa alimentação deve-se adicionar o esporte, manter-se ativo e caminhar, ajuda.
  • Parar de fumar, levar uma vida mais ativa e conhecer, por exemplo, quantas calorias deveríamos consumir, segundo nossa atividade física e nosso corpo, é algo essencial.

Não duvide de consultar estes temas com seu médico. Cuidar de seu colesterol é vida. Não deixe isso para amanhã.

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