A imunoterapia, futuramente, pode ser a melhor maneira de combater o câncer

· 5 de novembro de 2016
Diferente da quimioterapia, a imunoterapia é um tratamento personalizado que procura fazer com que o nosso próprio organismo reaja contra o câncer. Além disso, é muito menos agressiva para o paciente

A quimioterapia é a forma principal de combate ao câncer. Entretanto, seus efeitos secundários são muito agressivos. E ainda, em muito casos costuma deixar sequelas graves para o resto da vida na grande maioria dos pacientes. Portanto, os cientistas enxergam na imunoterapia um potencial melhor de cura.

Entretanto, tenha em mente que a quimioterapia é hoje a opção que nos oferece mais garantias na hora de remitir e destruir as células cancerígenas.

Oncologistas de prestígio como o doutor Alfonso berrocal nos indicam que, em um futuro não muito distante, conseguiremos treinar as “forças de segurança” de nosso organismo para que identifiquem as células malignas com mais eficiência e as destruam.

Sabemos que essa ideia nos soa como ficção científica. Porém, a imunoterapia não é magia, é medicina e uma alternativa fatual, que pode substituir tratamentos agressivos como a quimioterapia.

A seguir, explicaremos mais dados.

A imunoterapia é mais eficaz e menos agressiva que a quimioterapia

Na hora de tratar um câncer precisamos estar em boas mãos e continuar sempre o protocolo que os médicos nos estabeleceram.

Apesar da imunoterapia estar dando bons resultados, ainda estamos nessa primeira ante sala experimental. Portanto, nem todos os pacientes podem se beneficiar desse tipo de tratamento.

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Na atualidade, a quimioterapia continua sendo a opção mais adequada e necessária.

Porém, e aqui se encontra o limiar esperançoso, alguns pacientes com doenças mais agressivas, como pode ser um câncer de fígado, viram grandes melhoras.

Vejamos em seguida mais dados para compreender este tipo de tratamento.

Esqueleto detendo células do câncer

O que é a imunoterapia?

A imunoterapia tem uma finalidade muito concreta: ajudar as próprias defesas do corpo a localizar e erradicar o câncer.

Para conseguir isso, pode-se fazer de diversas formas:

  • Neutralizando uma proteína da superfície das células cancerígenas.
  • Conseguir que os linfócitos atuem para neutralizar e destruir os tumores.
  • Ainda, os cientistas estão trabalhando também em extrair glóbulos brancos dos pacientes para selecionar aqueles que tenham maior atividade antitumoral.
  • Uma vez selecionados, são cultivados, ativados e implantados de novo no paciente. Desse modo, conseguem-se células mais poderosas para lutar contra os tumores.
  • Na atualidade também tem-se trabalhado em um novo enfoque: as vacinas.
  • São as chamadas vacinas terapêuticas. Uma vez que a pessoa tem diagnosticado um tipo de câncer, o sistema imunológico é “avisado” de que há um perigo sobre o qual atuar.
  • Para dar este “aviso” e conseguir por sua vez que nosso organismo reaja, extrai-se células cancerígenas manipuladas com defesas para obter uma pista sobre como devem atuar.

Este tipo de vacina tem sido utilizada nos Estados Unidos para tratar o câncer de próstata.

A imunoterapia é mais efetiva do que a quimioterapia?

Será no futuro, mas não o é agora. Atualmente está em fase experimental e, no momento, a imunoterapia só se aplica em pacientes mais graves, cujo câncer é muito virulento.

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Atualmente os resultados são esperançosos.

  • Diferente da quimioterapia, a imunoterapia não é agressiva.
  • Os tratamentos são personalizados e busca-se, antes de tudo, que seja nosso próprio organismo quem reaja frente ao câncer.

Células de câncer

A imunoterapia na atualidade

Atualmente são administrados fármacos em alguns pacientes para os quais não há alternativas de tratamento quando a quimioterapia fracassa.

  • Os cientistas nos indicam que é impossível oferecer um enfoque baseado “exclusivamente” na imunoterapia, porque ainda estamos em fase experimental.
  • Espera-se que em 10 anos tenham terminado todos os estudos e passem a comercializar as vacinas.

Ainda, estima-se que dentro de pouco tempo chegarão ao mercado dois tipos de tratamentos:

  • Os fármacos de primeira geração. São estimuladores do sistema imunológico e têm como finalidade conseguir fazer com que os linfócitos estejam sempre ativados.
  • Os de segunda geração, por sua vez, farão com que nossas defesas sejam mais hábeis e fortes contra as células tumorais.

Será então a imunoterapia o “único” tratamento contra o câncer?

A resposta é, não. E um futuro próximo teremos “vários” tipos de tratamentos mais efetivos para curar o câncer.

Ou seja, não teremos apenas a imunoterapia, mas sim disporemos de vários enfoques multidisciplinares para dar resposta às necessidades de cada paciente:

  • A cirurgia, por exemplo, continuará sendo necessária e, claro, as técnicas serão melhores.
  • Teremos a imunoterapia, que nos ajudará a prevenir e tratar o câncer de forma mais efetiva que a quimioterapia.
  • Porém, os médicos nos assinalam que a quimioterapia continuará sendo necessária em alguns casos, assim como a radioterapia.

Estaremos pendentes para oferecer aos nossos leitores mais notícias esperançosas. Para terminar, lembrem-se de que a ciência não deixará de avançar para conseguir fazer com que o câncer seja apenas mais uma doença, com tratamento e, claro, cura.

Esperemos que seja assim, sem dúvidas!

  • GUIMARÃES, Marco Cesar Cunegundes; SILVA, Ian Victor; RANGEL, Letícia Batista Azevedo. Anticorpos na terapia contra o câncer. PerspectivasOnLine 2007-2011, v. 2, n. 6, 2008.
  • MARTIN, Nilo A.; CRUZ-PACHECO, Gustavo; MANCERA, Paulo FA. Um modelo matemático de câncer com quimioterapia e imunoterapia. Proceeding Series of the Brazilian Society of Computational and Applied Mathematics, v. 3, n. 1, 2015.
  • GIACOMINI, Giovana; MENEZES, Hercules. Técnicas e perspectivas em imunoterapia do câncer. Saúde e Pesquisa, v. 5, n. 3, 2012.