Quem são as pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19?

22 de março de 2020
Embora o coronavírus possa infectar qualquer grupo populacional, há pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19 do que outras. Isso não acontece porque é mais provável que elas sejam infectadas, mas porque as consequências da sua infecção são mais graves.

A existência de pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19 é, talvez, a real urgência por trás das medidas de contenção e quarentena que estão sendo tomadas em todo o mundo. Esses grupos de risco sofrem mais com o vírus em seus organismos.

A pandemia se espalhou e cruzou fronteiras de diversos países. O vírus, que iniciou a sua jornada na cidade de Wuhan, na China, hoje é o motivo de casos que se multiplicam diariamente em locais muito distantes da Ásia.

Os estudos sobre o genoma do coronavírus detectaram que a partícula circulante não é mais idêntica à observada inicialmente. Embora seja essencialmente o mesmo vírus, ele sofreu mutação na sua informação genética.

De qualquer forma, seu perfil epidemiológico parece ter se mantido. É transmitido entre humanos pelas gotículas respiratórias que o transportam e pode permanecer nas superfícies por um certo período de tempo.

A transmissão inter-humana desse coronavírus é alta. Tem uma alta taxa de transferência entre as pessoas, graças às proteínas em seu revestimento que aderem aos receptores celulares humanos. Quando chega aos alvéolos pulmonares, gera o maior dano.

No entanto, nem todas as pessoas são igualmente vulneráveis ​​ao COVID-19. Neste artigo, mostraremos quais grupos têm um maior risco de complicações respiratórias.

Os idosos entre as pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19

Um dos grupos afetados que mais sofre com o coronavírus é o dos idosos, principalmente acima de 65 anos de idade. Observou-se que a taxa de fatalidade aumenta acentuadamente com a idade.

Com base nos dados disponíveis, o COVID-19 causa a morte em quase 4% dos infectados, mas aqueles com mais de 80 anos têm uma mortalidade de 15% se estiverem infectadosEssas estatísticas mostram que os idosos requerem mais atenção e cuidados durante a pandemia.

Tal como acontece com outras infecções respiratórias virais – a gripe sazonal, por exemplo – partículas de agentes infecciosos aproveitam o mau estado das células respiratórias, decorrente do envelhecimento. O sistema imunológico tem uma velocidade mais baixa para reagir, e a resposta não chega a tempo.

Da mesma forma, os idosos são mais vulneráveis ​​ao COVID-19 porque tendem a ter comorbidades que acompanham o envelhecimento. É comum haver uma maior prevalência de diabetes, hipertensão e câncer entre eles.

Os idosos entre as pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19
Pessoas com mais de 65 anos têm apresentado a maior taxa de letalidade do coronavírus.

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Os doentes crônicos entre as pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19

Outro grupo de pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19 é constituído por pacientes crônicosAqui, temos que incluir as doenças prevalentes:

  • Insuficiência cardíaca
  • Diabetes
  • Insuficiência renal
  • Hipertensão arterial
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica
  • Câncer

Pacientes com doenças crônicas, em muitos casos, não apenas sofrem as vicissitudes da patologia, mas também fazem uso de medicamentos. Os medicamentos têm seus respectivos efeitos adversos e interações.

Se pensarmos nos pacientes anticoagulados, podemos assumir que uma hospitalização forçada devido à pneumonia causada pelo coronavírus é uma complicação séria. Os procedimentos de terapia intensiva envolvem a ruptura de vasos sanguíneos cuja capacidade de reparo é limitada devido aos medicamentos anticoagulantes.

Um estudo em particular associou as doenças cardiovasculares a um risco aumentado de morte por coronavírus. Esses pacientes estudados também apresentaram indicadores bioquímicos elevados de inflamação no sangue.

Doenças cardiovasculares
Os infectados com COVID-19 com patologias cardiovasculares correm um sério risco.

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Outros grupos e a sua relação com o COVID-19

As gestantes foram consideradas entre os possíveis grupos mais vulneráveis ​​ao COVID-19. A verdade é que, com elas, se aplica um princípio de precaução na medicina. Elas são isoladas preventivamente, mesmo sem existirem dados específicos sobre seus riscos.

Pelo que sabemos até agora, o risco em mulheres grávidas é semelhante ao do restante da população. Isso difere do que aconteceu na pandemia de gripe H1N1 que ocorreu em 2009, quando as mulheres grávidas claramente sofreram piores consequências.

Até agora, a transmissão vertical do vírus não foi demonstrada. Isso significa que não há evidências de que o COVID-19 atravesse a placenta e passe da mãe para o feto.

Outro estudo científico diferenciou os afetados pelo coronavírus de acordo com o grupo sanguíneo. Resultados preliminares sugerem que pessoas com grupo sanguíneo A estão em risco significativamente maior do que aquelas com grupo sanguíneo O. No entanto, a pesquisa foi limitada em número de participantes.

Para levar em conta

As pessoas mais vulneráveis ​​ao COVID-19 correm um risco notório de complicações que levam à morte. Cuidar da higiene e do isolamento social é fundamental para todos, mas principalmente para essas pessoas. Os sistemas de saúde não teriam os leitos necessários para atender a demanda de pacientes graves e complicados, portanto, devemos trabalhar para reduzir a curva de transmissão.