O apego infantil e sua importância para a vida adulta

· 5 de julho de 2017
Um apego infantil saudável é fundamental para que o menor se converta em um adulto saudável no plano psicológico, já que, do contrário, mostrará estas carências em suas relações futuras 

O apego infantil é o vínculo emocional e comportamental que se estabelece nas primeiras etapas da vida de um ser humano e que determina suas relações futuras. No entanto, em tudo se deve ter um equilíbrio.

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Um excesso de apego, muitos mimos ou uma excessiva proteção são tão negativos como uma ausência de abraços, de carinho e de atenção.

O apego infantil é uma necessidade básica

Familia unida

O apego infantil permite que o cérebro das crianças se desenvolva de maneira natural e saudável.

Graças ao apego, começam a se estabelecer determinadas dinâmicas sobre como se relacionar e socializar com os demais.

Se os pais não pensam nos filhos, se afastam deles e entre o parceiro existe uma relação disfuncional, é provável que estes se mostrem muito inseguros em suas relações no futuro.

A segurança nos primeiros anos de vida é muito importante para poder ter relações saudáveis e para que estas não terminem gerando uma dependência emocional, é exigido um cuidado especial.

Quando, por exemplo, as crianças sofrem a separação de seus pais neste desenvolvimento do apego infantil, estes se centram neles.

Assim, na maioria dos casos, ignoram os filhos, pois acreditam que “eles não sabem de nada”, que os menores não podem desenvolver problemas de ansiedade com respeito às relações.

Os tipos de apego infantil

1. O apego seguro

Apego entre mãe e filho

Neste tipo de apego os pais se aproximam dos filhos e respondem às suas demandas emocionais. Não os ignoram, demonstram afeto e buscam sempre o contato.

O fato de buscar sempre o contato com os filhos não se refere à situação de “me dá um beijo” ou “me dá um abraço”.

Esta é uma demanda que, talvez, os menores não queiram responder porque não lhes agrada.

2. O apego ansioso-ambivalente

Neste tipo de apego infantil, os pais são carinhosos, mas não sabem como demonstrar. Por isso, existe um menor contato, não simpatizam tanto com as crianças e existe certa distância.

Além disso, existe algo importante… neste tipo de apego, existe uma motivação sempre negativa para a criança, ou seja, mostra-se tudo de ruim que ela faz, mas nunca o bom.

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Isso pode gerar uma falta de autoestima.

3. O apego ansioso-evitativo

Menina com apego infantil

Neste caso, existe uma clara rejeição para com os menores, e os pais mostram comportamentos muito desagradáveis.

Por exemplo, progenitores que são infiéis, alcoólatras, onde existe maltrato e onde a criança não ocupa nem sequer um segundo plano, é invisível, às vezes inclusive uma carga.

As condutas de rejeição são comuns, assim como os castigos. A criança entenderá que incomoda e que não é querida. Isso se refletirá em suas relações posteriores onde sempre se verá decepcionada.

4. O apego ansioso-desorganizado

Menina com falta de apego infantil

Neste último caso de apego infantil, acontece o maltrato e a manipulação dentro da família, especialmente na relação entre os pais.

A criança se encontra desorientada, já que se aproxima da figura à que se apega, mas na verdade a manipula; na relação entre os pais.

Isso se manifestará em suas relações, pois não saberá o que quer. Não saberá amar e a manipulação e o controle serão algo presente em toda elas.

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Como podemos observar, o apego infantil é muito importante e simboliza a raiz de todos aqueles problemas que aparecem nas relações que mantemos na vida adulta.

É imprescindível desenvolver um apego saudável, pois é com os pais que iniciamos nossa primeira socialização e formação de vínculos.

O equilíbrio, como dizíamos, também desempenha um papel chave. Tanto o excesso como a falta desse contato e desse carinho serão muito negativos.

A consequência mais significativa é a de depender dos demais, não só para receber afeto, como também para buscar sua aprovação.

Nem todos tiveram um apego seguro na infância, mas o positivo disso é que pode ser mudado.

Assim, podemos aprender a melhorar as relações frustradas e cheias de dor que são produto de uma infância onde o apego não se desenvolveu da maneira adequada.