Fibromialgia

18 de dezembro de 2017
A fibromialgia é uma doença caracterizada por hipersensibilidade à dor de forma crônica e generalizada.

A fibromialgia é uma doença musculoesquelética crônica caracterizada por hipersensibilidade à dor em certas regiões do corpo, sem causa orgânica associada. Ela apresenta um amplo espectro de sintomas, entre os quais encontramos dor muscular, cansaço extremo, distúrbios do sono e alterações no humor.

A fibromialgia tem sido considerada uma doença desde a década de 90. Até então, vários autores caracterizavam isso como um transtorno de somatização; ou seja, os pacientes apresentaram sintomas sem origem física.

Os resultados das últimas pesquisas indicam que é de origem neurológica, especificamente devido a desequilíbrios no sistema nervoso central.

Quem é afetado pela fibromialgia?

Células na fibromialgia

A fibromialgia tem uma prevalência entre 2 e 5% da população, especialmente em países como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Os grupos que correm maior risco de sofrerem da doença são principalmente mulheres, em porcentagem 10 vezes maior do que os homens, e também:

  • Pessoas com artrite reumatoide
  • Pacientes com doenças autoimunes.
  • Pessoas com faixa etária entre 20 e 50 anos de idade.

Agente causal principal

A etiologia da fibromialgia está relacionada a alterações do sistema nervoso central, mas o mecanismo etiológico ainda não é completamente conhecido. Acredita-se que pode ser devido a uma alteração neuro-hormonal, fatores genéticos e fatores ambientais, como dieta ou estresse.

O principal agente causador é a maior excitabilidade das vias nociceptiva e sensorial do sistema nervoso central,  que é conhecida como sensibilização central. A sensibilização geralmente ocorre como resultado de estímulos dolorosos repetitivos, o que resulta em uma inibição da sensação de dor ao nível da coluna vertebral.

Sintomas

  • Dor de cabeça
  • Depressão
  • Alodinia
  • Rigidez muscular
  • Transtornos do sono
  • Hiperalgesia generalizada
  • Movimentos paroxísticos
  • Exaustão e fadiga extrema
  • Aumento da sensibilidade tátil
  • Dor musculoesquelética difusa e intensa
  • Alterações acústicas (zumbidos) e visuais (fosfeno)

Doenças associadas

A patologia aparece mais frequentemente em pacientes com doenças reumatológicas, como artrite reumatoide ou espondilite anquilosante, ou em pacientes com doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico. Além disso, a fibromialgia é um fator de risco para doenças celíacas ou enteropatias.

Distúrbios associados

A fibromialgia pode causar insônia

A grande maioria dos pacientes com esta doença tem dificuldade em dormir ou não descansa de forma reparadora, o que, por sua vez, agrava outros sintomas.

Nestes pacientes, hiper sonolência diurna e cãibras noturnas são muito dolorosas à noite. Por sua vez, a doença também é geralmente associada a várias alterações de humor, depressão e crise de ansiedade.

Diagnóstico e critérios da doença

Não existe um critério de diagnóstico concreto ou definitivo para detectar a presença de fibromialgia. Normalmente, o diagnóstico é feito pelo descarte, ou seja, para alcançar o diagnóstico é necessário descartar todas as desordens compatíveis com a clínica associada.

A ausência de testes específicos para a detecção de fibromialgia causa atraso no diagnóstico. Por outro lado, ainda há um debate entre os profissionais sobre a consideração da fibromialgia como uma doença em si mesma ou como síndrome, ou seja, como a soma de um conjunto de sintomas.

Para o diagnóstico de fibromialgia, é necessária a presença de pelo menos 11 dos 18 pontos de pressão dolorosos. Esses pontos de dor foram estabelecidos depois de demonstrar sua frequência em pacientes com a doença. O aparecimento de dor generalizada que dura mais de 3 meses é outro critério para o diagnóstico da doença.

Ambos os critérios têm uma sensibilidade e especialidade muito alta, acima de 85%, o que possibilita estabelecer um diagnóstico diferencial com outras doenças reumáticas. É importante ressaltar que uma alta porcentagem das pessoas afetadas não é diagnosticada, precisamente por causa da dificuldade do diagnóstico.

Tratamento

Mulher consultando médico sobre sua fibromialgia

As terapias nutricionais e estratégias de perda de peso são uns dos atuais tratamentos mais eficazes para a fibromialgia. Verificou-se que uma dieta sem glúten é muito eficaz no tratamento de sintomas e pode erradicar ou restringi-los.

Quanto às terapias farmacológicas, a fibromialgia é tratada com vários tipos de antidepressivos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), antiepilépticos e relaxantes musculares.

O tratamento que está fornecendo resultados positivos é a estimulação magnética transcraniana, que visa reduzir a dor em grande medida, com a qual uma melhora no paciente é alcançada.

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