Por que casos como o do coronavírus precisam de quarentena?

18 de março de 2020
A quarentena é uma medida altamente eficaz para deter o avanço do coronavírus. Qualquer pessoa que tiver uma suspeita de ter sido exposta ao vírus deveria entrar em quarentena, mesmo se não apresentar nenhum sintoma e acreditar que está bem de saúde.

No momento, a medida mais eficaz para controlar o coronavírus é a quarentena. Não existem remédios específicos para tratar essa doença, e também não há uma vacina contra a mesma. Por estas e outras razões, a quarentena é a melhor medida que temos disponível para impedir que mais e mais pessoas se exponham ao perigo do vírus.

Ao menos por enquanto, o que torna o coronavírus (COVID-19) tão perigoso é o fato de que trata-se de um vírus sobre o qual não temos muita informação. É novo e, por isso, não se sabe como ele pode se comportar. De fato, ainda não temos dados suficientes nem sobre a forma por meio da qual ele contagia os seres humanos. Por tudo isso, a quarentena é a melhor medida para controlar o coronavírus.

O que ficou comprovado até o momento é que o COVID-19 tem um potencial de contágio muito alto. Por isso, ele se expande muito rapidamente, como aconteceu na China, na Coreia do Sul e na Itália. Não está completamente clara qual é a sua taxa de mortalidade, pois ainda que na China tenha sido algo em torno de 2 e 4%, no resto do mundo as cifras são um pouco diferentes.

O isolamento

A primeira coisa que deve ser esclarecida é que isolamento e quarentena não são a mesma coisa. O isolamento é uma medida obrigatória que se aplica quando a pessoa já foi diagnosticada com o vírus. Imediatamente assim que isso ocorrer, a pessoa deve passar a evitar qualquer contato direto com os demais seres humanos.

Uma pessoa com coronavírus sentirá sintomas em um lapso de três a seis semanas, período no qual ela deve estar totalmente isolada sem contato com qualquer pessoa à sua volta. A melhor opção é que, se a pessoa infectada vive com outras pessoas, estas últimas fiquem em outra parte da casa, longe da pessoa que está doente.

Se isso não for possível, o aconselhável é isolar o doente em um quarto e não ter contato com ele. Ele deve ter um banheiro exclusivo e não compartilhar pratos, talheres, roupa de cama ou qualquer outro utensílio. Quem tiver contato com o infectado deve usar máscaras cirúrgicas. Nos casos mais graves, o doente deve ser levado para o hospital em uma ambulância, não sendo recomendado qualquer outro tipo de transporte.

Máscara e álcool gel
O uso de álcool gel e máscara complementa as medidas de isolamento em pacientes com suspeita de infecção.

A quarentena por coronavírus

A quarentena é uma medida que se aplica a pessoas que não têm a doença, mas que entraram em contato com alguém que a tem, ou que tem a suspeita de ter. Aplica-se também para quem viajou para lugares nos quais há um surto claro de coronavírus.

Não é necessário que uma pessoa apresente sintomas do coronavírus para fazer a quarentena. Só a suspeita de contato com doentes é suficiente para se submeter a ela. Isso porque o vírus tem diferentes períodos de incubação e nem sempre gera sintomas visíveis.

Nesses casos, é muito perigoso não levar a medida a sério. O maior risco se concentra em quem foi exposto ao COVID-19 e decide não seguir nenhuma medida de prevenção por se sentir muito bem de saúde. Essas pessoas podem ter o vírus e contaminar aqueles que são altamente vulneráveis, colocando suas vidas em risco.

Mulher com máscara no avião
Quem viajou para regiões geográficas com transmissões confirmadas do vírus deve se isolar.

Como fazer a quarentena

A palavra quarentena é empregada de forma bastante genérica, mas não quer dizer que equivale sempre a 40 dias. No caso do coronavírus, o aconselhável é que diante da suspeita de contato com pessoas infectadas, e mesmo na ausência de sintomas, a pessoa se submeta a um isolamento de duas semanas, ou seja, 14 dias.

A grande maioria dos casos se manifesta nesse lapso de tempo. Ainda que em algumas ocasiões os sintomas apareçam em poucas horas, em outras o fazem bem depois de duas semanas. Mas esses casos são particulares e correspondem a apenas uma minoria. Dessa forma, 14 dias é um bom período para garantir um risco mínimo de contágio de outras pessoas.

Temos que lembrar que só o fato de ter ficado a menos de 1 ou 2 metros de distância de uma pessoa infectada já pode gerar uma contaminação. Dessa forma, não é necessário ter ido para a China ou para a Itália, mas só ter tido contato com pessoas que estiveram lá, que apresentaram sintomas ou tiveram seu caso confirmado.

Segundos os últimos dados oficiais, há quase 200 mil casos em mais de 100 países no mundo todo. Até o momento, quase 8 mil pessoas morreram dessa doença. O potencial de expansão ainda é muito alto, pois em algumas áreas ainda há poucos casos, como é o caso da América Latina. O crescimento nesse continente ainda será muito maior.