O coronavírus pode ser transmitido sexualmente?

23 de maio de 2020
O coronavírus SARS-CoV-2 é transmitido principalmente através de gotículas respiratórias, e não está presente nos fluidos sexuais. De qualquer forma, o ato sexual implica uma intimidade e proximidade que podem representar riscos. Vamos apresentar algumas precauções que devemos tomar.

Atualmente, devido à pandemia que está perturbando o planeta, não se fala em nada além do coronavírus. As dúvidas sobre essa infecção têm aumentado cada vez mais, já que as fontes de informação são muitas e nem todas estão cientificamente fundamentadas. Uma das questões é: o coronavírus pode ser transmitido sexualmente?

A verdade é que, como se trata de um vírus novo, ainda existem muitas características que não conhecemos. Atualmente, várias pesquisas e estudos já estão sendo feitos para conhecê-lo melhor.

No entanto, o que sabemos é como o vírus é transmitido. Portanto, neste artigo, vamos explicar quais são os mecanismos de transmissão, enfatizando o risco de que possa haver transmissão sexual.

O que é o coronavírus?

Os coronavírus são, na verdade, uma família de vírus. Essa nova cepa, que surgiu em dezembro de 2019 na China, recebeu o nome de SARS-COV-2. Trata-se de um vírus que pode causar diferentes quadros clínicos.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que muitas pessoas infectadas são assintomáticas, principalmente as crianças e os jovens. No entanto, a infecção também pode causar sintomas parecidos com os de um resfriado ou uma gripe. Da mesma forma, esse vírus pode causar insuficiência respiratória e até a morte.

As pessoas que têm um maior risco de apresentar complicações por causa da infecção são os idosos e aquelas com um sistema imunológico debilitado. Mas, como mencionamos, existem muitas pessoas assintomáticas; portanto, o risco de transmitir a infecção sem saber é alto.

Detalhes sobre o coronavírus
A cepa SARS-CoV-2 do coronavírus circula entre muitas pessoas assintomáticas que podem transmiti-lo.

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Como o coronavírus é transmitido?

Os cientistas descobriram que o coronavírus é transmitido por meio de gotículas provenientes do sistema respiratório de uma pessoa infectada. Expelimos essas gotículas quando tossimos e espirramos ou até quando falamos.

Portanto, considera-se que o vírus se espalha de pessoa para pessoa. A distância de segurança que deve ser mantida entre as pessoas para evitar o contágio é entre 1 e 2 metros, pois o aerossol de gotículas se desintegra ao percorrer essa distância e não consegue permanecer suspenso no ar.

Por outro lado, parece que a infecção por coronavírus também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados. Por isso é tão importante fazer a higienização correta das mãos com frequência.

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O coronavírus pode ser transmitido sexualmente?

Não existe nenhuma evidência de que o coronavírus esteja presente nas secreções vaginais ou nos fluidos sexuais masculinos. Portanto, tecnicamente, o vírus não é transmitido sexualmente. No entanto, o sexo é um ato íntimo que envolve muitos outros aspectos, como o ato de beijar.

A maioria das pessoas se beija durante o sexo. Como mencionamos, o vírus se espalha por meio de gotículas respiratórias, portanto, esse gesto representa um risco maior.

Além disso, o contato íntimo com qualquer pessoa representa um risco, porque não se sabe ao certo se a infecção está ou não presente. Atualmente, um período de quarentena foi estabelecido na maioria dos países. É desaconselhável visitar outra pessoa, e muito menos ter relações íntimas com alguém que não esteja compartilhando a quarentena sob o mesmo teto.

Contudo, o caso é diferente para duas pessoas que estão confinadas juntas. Para as pessoas que moram na mesma casa, não existe contraindicação quanto a fazer sexo durante a quarentena. De fato, se não houver sintomas nem histórico de exposição recente, não há razão para ter medo.

Casal protegido
Se o casal está morando junto, não há contraindicação para o sexo durante a quarentena, a menos que um dos dois apresente sintomas.

Sobre sexualidade e coronavírus

O coronavírus não é transmitido por meio de fluidos sexuais. Mesmo assim, o ato sexual envolve uma proximidade muito grande que pode representar um risco de contágio. Se você estiver confinado com alguém e ambos estiverem fora de risco, não há nenhuma contraindicação.

Além disso, devemos lembrar também que existem muitas outras práticas sexuais que não envolvem contato ou penetração. Como é recomendável interagir com outras pessoas apenas para suprir necessidades básicas, você pode explorar formas alternativas.

É possível tentar manter o erotismo por meio de chamadas de vídeo, leituras eróticas ou com a masturbação. O importante é tentar prevenir ao máximo a infecção e não colocar a sua saúde ou a de outras pessoas em risco.

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