Recomendações sobre o coronavírus para pacientes cardiovasculares

22 de maio de 2020
Atualmente, com a presença de uma infecção nova e desconhecida no mundo, surgem dúvidas a respeito de como ela afeta as pessoas com patologias prévias. Neste artigo, contaremos tudo que você precisa saber sobre o tema.

Atualmente, existe uma preocupação crescente com os pacientes que sofrem de doenças cardiovasculares, motivada pela disseminação do coronavírus. Diferentes associações ajudaram a estabelecer recomendações sobre a COVID-19 para pacientes cardiovasculares, explicando mais sobre esta nova e desconhecida infecção.

O coronavírus ou SARS-COV-2, que causa a COVID-19, já foi definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma pandemiaIsso significa que esta é uma infecção que está ocorrendo em muitos países do mundo.

Atualmente, não se sabe se ter uma doença cardíaca facilita o contágio. O que sabemos é que pessoas com doenças cardíacas têm um prognóstico pior. No entanto, a idade avançada continua sendo o fator mais relacionado a um prognóstico adverso.

Por tudo isso, é especialmente importante tomar precauções para reduzir o risco de contágio ficando em casa. Nosso site coletou informações atualizadas sobre as recomendações para pessoas com patologias cardiovasculares em relação ao COVID-19. Saiba mais a seguir.

Como o coronavírus e a COVID-19 afetam pacientes com doenças cardiovasculares?

Todas as pessoas, independentemente do seu estado de saúde, podem ser infectadas com o novo coronavírus. Embora seja verdade que os idosos e/ou as pessoas com algumas patologias crônicas sejam considerados grupos de risco, isso não significa que eles necessariamente sofrerão com a doença ou que, caso aconteça, ela será grave.

A doença também pode se apresentar de forma assintomática, ou seja, podemos contrair a infecção sem perceber ou com sintomas leves. No entanto, é importante tomar medidas de controle para tentar proteger esses grupos. Prevenir é sempre melhor do que remediar.

Qualquer infecção causa uma sobrecarga no coração, isto é, o força a trabalhar mais. Dessa forma, se uma pessoa tiver doenças cardíacas ou vasculares prévias, o funcionamento normal do seu coração pode piorar.

O coração não tem força para impulsionar todo o sangue para o resto do corpo, e isso faz com que o líquido se acumule nos pulmões.

O líquido nos pulmões impedirá a respiração normal e as trocas gasosas adequadas. Portanto, aumentam as chances de complicações e pneumonia.

Além disso, a infecção por COVID-19 pode provocar danos diretos ao músculo cardíaco, causando inflamação e comprometendo sua função. Isso é conhecido como miocardite e pode piorar o prognóstico do paciente.

Cuidar da saúde do coração

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Qual é o risco de pacientes cardiovasculares contraírem o COVID-19?

Como esperado, o risco de contrair o coronavírus depende da exposição da pessoa a outras pessoas infectadas. Embora, como já dissemos, não se saiba se a doença cardiovascular facilita o contágio, isso não parece provável.

Portanto, é importante que os paciente cardiovasculares sigam algumas recomendações em relação à COVID-19. O objetivo principal é evitar aumentar o risco de sofrer complicações da infecção, adicionadas à patologia que já estava presente previamente.

O fator que mais influencia o prognóstico e a evolução das pessoas infectadas com esse vírus é a idade. A vulnerabilidade dos pacientes aumenta à medida que o sistema imunológico de defesa enfraquece. Se adicionarmos a isso a existência de uma doença cardíaca crônica, o risco para a saúde é maior.

Infelizmente, a faixa etária dos pacientes acima de 60 anos é mais suscetível a formas graves da infecção, principalmente aqueles pacientes com mais de 80 anos.

Quais são as recomendações relacionadas ao coronavírus para pacientes cardiovasculares?

No caso de pessoas que apresentam essas patologias cardíacas ou vasculares, o Ministério da Saúde estabeleceu recomendações específicas sobre a COVID-19, como:

  • Continuar o tratamento sem esquecer a ingestão diária do medicamento. Nenhum medicamento que você possa estar tomando é prejudicial em caso de infecção.
  • É importante ter medicamentos suficientes em casa e renovar as prescrições sem sair de casa. Você pode marcar uma consulta por telefone ou online com o seu médico de confiança.
  • Evite a ingestão excessiva de líquidos e limite o sal.
  • Cuide da alimentação: uma dieta saudável é um dos fatores mais importantes.
  • Faça exercícios cardiovasculares em casa: caminhar, dançar, pedalar… Faça exercícios de força, equilíbrio e flexibilidade (alongamento).
  • Cuide do descanso e do sono, para que o músculo cardíaco se recupere durante a noite de um dia para o outro.
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Medidas para evitar o contágio

Obviamente, as medidas gerais para evitar a infecção por COVID-19 devem ser bem conhecidas:

  • Ficar em casa: o confinamento é a maneira mais segura de prevenir infecções.
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão, por 3-5 minutos.
  • Limitar a atividade social: evite o contato próximo com outras pessoas. Mantenha ao menos 1 metro de afastamento.
  • Lave e desinfete as superfícies com as quais várias pessoas tiveram contato. Foi comprovado que o alvejante é um bom desinfetante porque inativa o vírus.
  • Em caso de sintomas de alarme, consulte um médico. Se houver sintomas graves, ligue para as linhas de informação sobre a COVID-19 de cada local.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com o cotovelo flexionado.
  • Use lenços descartáveis e jogue-os fora após o uso.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca, pois as mãos facilitam a transmissão.
  • Use uma máscara se apresentar sintomas (tosse, febre ou falta de ar) ou se a infecção por coronavírus tiver sido confirmada.

Quando devo fazer uma consulta médica?

Na presença de sinais ou sintomas que nos fazem suspeitar de uma alteração em nosso corpo, é importante monitorar e se consultar com um profissional de saúde. Especialmente, você deve se consultar na presença de:

  • Febre, tosse ou falta de ar (fadiga ou dificuldade para respirar).
  • Dor ou pressão no peito.
  • Lábios azulados.
  • Sintomas gastrointestinais: náusea, vômito, diarreia ou falta de apetite.
  • Desconforto geral, calafrios ou dor muscular geral.
  • Perda de paladar ou olfato.
  • Cefaleia ou dor de cabeça.
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